A força da sua liberdade
Aflige o meu amor pela prisão
O cárcere indiscreto das noites
Em que o lobo é mais que o homem
E o unicórnio é o animal símbolo da existência.
Tudo provindo de uma pureza definhada
A fantasia na beleza enganosa das palavras
Cujo alicerce denso corteja algumas frases
Como versos disfarçados e tristonhos
Um ponto final moleque e bem vindo!
Pode ser o resumo de uma vida sem nome
D’uma alma lendária e mal vivida
Uma estrela cadente, por cima, é ascendência
Um corvo branco a patinar em cachoeiras
A necessidade de jogar búzios com os dados.
A linguagem dos textos juvenis para idosos
Escritura hebraica com ácido na tinta
Queima o papel, esquenta o pensamento, arde o vazio
Corrói a verdade, flama o silêncio,
amolece a vida dura.
Isso me faz feliz - versos enigmáticos e desinteressados.
A zombar com um sorriso no canto, a vírgula,
Pela confusão de uma mente que não pára
E se perde pela trilha e nega bússolas
Ziguezagueando pelos entendimentos mais vagos
Isso me liberta e só assim me sinto livre
Mesmo que por uns instantes...
Desse rolo compressor: cotidiano!
Faço dos meus poemas
uma fonte de levitação mental
Cada verso um estambido
de movimentos vivos
Cada palavra é letal para toda forma de repetição.
terça-feira, 16 de junho de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
~ Amor dos cafajestes ~
Quero-te como a todas minhas queridas
Porém um tanto mais, mais que qualquer outra.
Procuro-te dentre algumas coxas
O teu carinho fiel e dono de mim.
Louco-te na embriaguez dos meus erros
Não raros e densos na infidelidade infinita
Tu és meu sempre e perfeito desejo, mesmo
Quando meu desejo não for sempre por ti.
Ó meu amor, hei de haver dores mais intensas!
Foste cama e nada mais, por isso me declaro:
Teu amor a nenhuma se iguala
Quero-te como a todas minhas queridas
Porém um tanto mais, mais que qualquer outra
Pois sei que te amo e nunca hei de amá-las tanto.
Porém um tanto mais, mais que qualquer outra.
Procuro-te dentre algumas coxas
O teu carinho fiel e dono de mim.
Louco-te na embriaguez dos meus erros
Não raros e densos na infidelidade infinita
Tu és meu sempre e perfeito desejo, mesmo
Quando meu desejo não for sempre por ti.
Ó meu amor, hei de haver dores mais intensas!
Foste cama e nada mais, por isso me declaro:
Teu amor a nenhuma se iguala
Quero-te como a todas minhas queridas
Porém um tanto mais, mais que qualquer outra
Pois sei que te amo e nunca hei de amá-las tanto.
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~ A passarela ~
Estou no meio de uma ponte
Dividido entre o que sou
E a pessoa que quero ser
A ponte aos poucos se dissipa
Suas vigas aos poucos se dissolvem
O futuro velozmente se aproxima
Com fúria insana e maculosa...
Sob o vento meus pés suportam meu peso
Suspenso pela leveza desse momento
Levado como folhas caídas numa tempestade
(Corpo levitado na densidade da consciência)
Um feixe de luz suspensor do pensamento
Na liberdade da abstração involuntária
Estou em queda ou sublimando
Ao longe
O brilho da ponte reluz quando os olhos fecho
Respiro e inspiro cada vez numa profundidade
Mais inocente e sinto medo
Não há onde me agarrar
Em cada suspiro sinto
O futuro chegar
Ainda mais forte, inda mais letal...
Estou no meio de uma ponte
Dividido entre o real e o imaginário
Ainda mais impiedoso comigo.
E se a ponte realmente se for?
Nenhuma dúvida me sustentou o suficiente...
Ao longe, a visão do futuro inacessível e paciente.
E o que vejo?
São olhos gigantes que me perturbam.
Vejo-me chorando d’outro lado
Dividido entre o que sou
E a pessoa que quero ser
Duas pessoas tão distantes e próximas
Eu como terceira finjo indiferença.
A ponte se foi
Agora só a vejo tatuada na lembrança
Meu corpo dista do destino sem entender
Culpa-me.
Sem saber onde estou ou mesmo quando
(Sublime a sensação de sublimar)
Vago perdido a deslizar pelo aéreo.
Um ar que ainda não existe
Um ar que não se respira
É o vazio acumulado que sentimos
Quando se tem no futuro
O sofrer da dor antecipada...
Fatos abstratos presentes na mente
De concreto o furor da covardia
Com a certeza de uma morte dada.
Como a ponte ida um dia seguirei.
Tal como mitologias gregas e romanas
Um dia serei pó
Um punhado de grãos e sementes
Que como ciscos nestes olhos gigantes, vigilantes,
E que tanto me perturbam.
Germinarão... (Pausa)
Outros germinarão outros de mim!
Perturbados no meio de uma ponte
Com dias incertos e o futuro vívido
E falo pelos oprimidos
Pelas pessoas e outras covardes
Que jamais encontraram
ou tentaram encontrar sua nova vida
Com certezas vagas
A caminhar numa ponte desconhecida
Que sequer existe
Nem nunca existiu.
Se é que algo existe...
Dividido entre o que sou
E a pessoa que quero ser
A ponte aos poucos se dissipa
Suas vigas aos poucos se dissolvem
O futuro velozmente se aproxima
Com fúria insana e maculosa...
Sob o vento meus pés suportam meu peso
Suspenso pela leveza desse momento
Levado como folhas caídas numa tempestade
(Corpo levitado na densidade da consciência)
Um feixe de luz suspensor do pensamento
Na liberdade da abstração involuntária
Estou em queda ou sublimando
Ao longe
O brilho da ponte reluz quando os olhos fecho
Respiro e inspiro cada vez numa profundidade
Mais inocente e sinto medo
Não há onde me agarrar
Em cada suspiro sinto
O futuro chegar
Ainda mais forte, inda mais letal...
Estou no meio de uma ponte
Dividido entre o real e o imaginário
Ainda mais impiedoso comigo.
E se a ponte realmente se for?
Nenhuma dúvida me sustentou o suficiente...
Ao longe, a visão do futuro inacessível e paciente.
E o que vejo?
São olhos gigantes que me perturbam.
Vejo-me chorando d’outro lado
Dividido entre o que sou
E a pessoa que quero ser
Duas pessoas tão distantes e próximas
Eu como terceira finjo indiferença.
A ponte se foi
Agora só a vejo tatuada na lembrança
Meu corpo dista do destino sem entender
Culpa-me.
Sem saber onde estou ou mesmo quando
(Sublime a sensação de sublimar)
Vago perdido a deslizar pelo aéreo.
Um ar que ainda não existe
Um ar que não se respira
É o vazio acumulado que sentimos
Quando se tem no futuro
O sofrer da dor antecipada...
Fatos abstratos presentes na mente
De concreto o furor da covardia
Com a certeza de uma morte dada.
Como a ponte ida um dia seguirei.
Tal como mitologias gregas e romanas
Um dia serei pó
Um punhado de grãos e sementes
Que como ciscos nestes olhos gigantes, vigilantes,
E que tanto me perturbam.
Germinarão... (Pausa)
Outros germinarão outros de mim!
Perturbados no meio de uma ponte
Com dias incertos e o futuro vívido
E falo pelos oprimidos
Pelas pessoas e outras covardes
Que jamais encontraram
ou tentaram encontrar sua nova vida
Com certezas vagas
A caminhar numa ponte desconhecida
Que sequer existe
Nem nunca existiu.
Se é que algo existe...
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terça-feira, 12 de maio de 2009
~ Corvo na pelagem de urso ~
Eu quero ser louco –
Aprendi que tudo é a loucura mascarada
Num costume de erros e glórias
À sombra de palavras mudas
Escritas para os normais anestesiados
Pela seriedade da imagem social
Para agradar uns e outros
Mesmo aos que seguram lágrimas
Com a mão direita antes de serem vistas.
Eu quero ser louco –
Sem justificar meus atalhos
P´ros uivos poéticos na sensibilidade dos lobos
Como quem passa a vida como a areia no deserto
Cheia de si e sem entender o Sol no universo
E se passa descalço
Entende o desperdício em cada passo
Se tudo é pressa só à mansidão me vale.
Eu quero ser louco –
Um pouco de lucidez que me faz querer
A loucura desagradável aos vitimados
Pelo mundo dos mortos
Que vivem sob suas camas
Como fantasmas a perturbar seus sonhos.
Mal o medo se ergui, se esbanja.
Lá vem o homem aos berros, enlouquecido.
Eu quero ser louco –
A lâmina que não corta
Porém, afiada
E se cortasse sangraria até a morte.
Pois sou o meu temor
De seguir sendo o que não sou.
E se dentre tantas batalhas
A demência for o custo
Eis que pago com altivez e orgulho
Só p´reu ver
A loucura varrida que me fosse ser.
Aprendi que tudo é a loucura mascarada
Num costume de erros e glórias
À sombra de palavras mudas
Escritas para os normais anestesiados
Pela seriedade da imagem social
Para agradar uns e outros
Mesmo aos que seguram lágrimas
Com a mão direita antes de serem vistas.
Eu quero ser louco –
Sem justificar meus atalhos
P´ros uivos poéticos na sensibilidade dos lobos
Como quem passa a vida como a areia no deserto
Cheia de si e sem entender o Sol no universo
E se passa descalço
Entende o desperdício em cada passo
Se tudo é pressa só à mansidão me vale.
Eu quero ser louco –
Um pouco de lucidez que me faz querer
A loucura desagradável aos vitimados
Pelo mundo dos mortos
Que vivem sob suas camas
Como fantasmas a perturbar seus sonhos.
Mal o medo se ergui, se esbanja.
Lá vem o homem aos berros, enlouquecido.
Eu quero ser louco –
A lâmina que não corta
Porém, afiada
E se cortasse sangraria até a morte.
Pois sou o meu temor
De seguir sendo o que não sou.
E se dentre tantas batalhas
A demência for o custo
Eis que pago com altivez e orgulho
Só p´reu ver
A loucura varrida que me fosse ser.
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~ Parênteses no infinito ~
Prenda-me e mate-me aos poucos
(Listas de aço num cárcere com datação)
Hora marcada é puxar carro-de-boi
Esforço como plantas fugindo do vaso
Corro da disciplina com trupico e foi
Correndo assim que cheguei a enxergar mais
Do que devia e ver além da permissão
- Céus! Vivo buscando a marcha-ré no avião.
Réu declarando a liberdade em campo aberto.
Braço sem corpo, tempo sem relógio de ponto
A única pena a cumprir –
É cumprir a livre expressão das conseqüências...
A rotina remando contra a maré
Eu, flores de arranjo num jardim do éden
Não sou caçador, nem presa – durmo demais.
Civilizado tido no contexto à regra.
Regra-mãe-consumista-de-veredito-e-cercania
No reflectivo Maomé e espectro
da luz.
Os dez mandamentos:
Liberte-se
De tudo persuasivo contra Deus
Da inveja belzebu odiante ao próximo
Desamarre o santo nome – sem Nós Hebreus!
E por quanto desonrar pais?
Tudo das altas correntes se anuncia:
- A culpa é que maltrata.
Pedi à rainha Libertá um beijo concubino e paguei
Tudo e o nada cobiçado
Exilado na compaixão do tempo
Cumpri a sentença
Sentado sobre uma pedra abstrata –
Altas terras sortidas num clarão invisível
Gelo e manso tremi ao vento
Com o acaso valendo-se de bússola
O infinito foi meu abrigo
Assim, fui me perdendo em meio à liberdade.
Só não me prenda ou tente aprisionar
às pessoas repetitivas, vulvas peludas
às lágrimas, sangrias, frases e rimas
Sufrágio nas distinções da relva bibliográfica.
Pois o livro antecede o passado descrito
Querem prender-me vivo na rotina?
Prenda-me e mate-me, suplico.
Existe sim, sempre existiu.
Ditam as regras, mas só obedeço as que quero.
Barba rala cabelo comprido e terno amarrotado
Ler
Discutir os motivos e perguntar o porquê
Dar ordens emotivas
Dos ricos dentro da compra desvarrida.
Finjo o que vejo e odeio vista de juízes
O sabor fingido para não desagradar
Aos pagadores da minha pseudo-mordomia
Mole cama na selvageria de pontiagudas
E boçais regras disciplinantes de primitivos
Pela mordaça da conveniência
Orgulho tal qual mar sem espuma
Titãs na alegoria da leveza social.
Preso ao que não sou de meu dono
Obedeço ao que quero e aos que ditam as regras
Coração com regimento interno
Ser livre é ser criminoso educacional
Difícil dizer e constatar a verdade
Obscuridade de brisa escura no veraneio
Balões atmosféricos presos à soberba
Aprisionados aos mesquinhos – Sol ou chuvisco?
Mentiroso aqui definha sua própria mediocridade
Vendo-me a quem não me compra
Empresto-me a que não presta e nunca prestou
Contudo, regras ditosas de atos e conflitos.
Lagartas voam, anjos sangram, poetas escravos
Poesia e escravidão - má combinação imperdoável...
Como declaradas vontades de beijos
Beijos cotidianos de quem jamais amou...
Mas os lábios colados às faces ruinosas,
Simples e descompromissadas
Deram sílabas estereotipadas a Jesus,
Deram-me livre pensamento sobrando
O que me falta é o restante
E o que resta é o bastante.
O risco da fragrância solta e inocente
De ser si
Si mesmo se não for assim
Ninguém se vale
Em confronto com a verdade escolhida.
Ao se negar
Nega-se a vida.
(Listas de aço num cárcere com datação)
Hora marcada é puxar carro-de-boi
Esforço como plantas fugindo do vaso
Corro da disciplina com trupico e foi
Correndo assim que cheguei a enxergar mais
Do que devia e ver além da permissão
- Céus! Vivo buscando a marcha-ré no avião.
Réu declarando a liberdade em campo aberto.
Braço sem corpo, tempo sem relógio de ponto
A única pena a cumprir –
É cumprir a livre expressão das conseqüências...
A rotina remando contra a maré
Eu, flores de arranjo num jardim do éden
Não sou caçador, nem presa – durmo demais.
Civilizado tido no contexto à regra.
Regra-mãe-consumista-de-veredito-e-cercania
No reflectivo Maomé e espectro
da luz.
Os dez mandamentos:
Liberte-se
De tudo persuasivo contra Deus
Da inveja belzebu odiante ao próximo
Desamarre o santo nome – sem Nós Hebreus!
E por quanto desonrar pais?
Tudo das altas correntes se anuncia:
- A culpa é que maltrata.
Pedi à rainha Libertá um beijo concubino e paguei
Tudo e o nada cobiçado
Exilado na compaixão do tempo
Cumpri a sentença
Sentado sobre uma pedra abstrata –
Altas terras sortidas num clarão invisível
Gelo e manso tremi ao vento
Com o acaso valendo-se de bússola
O infinito foi meu abrigo
Assim, fui me perdendo em meio à liberdade.
Só não me prenda ou tente aprisionar
às pessoas repetitivas, vulvas peludas
às lágrimas, sangrias, frases e rimas
Sufrágio nas distinções da relva bibliográfica.
Pois o livro antecede o passado descrito
Querem prender-me vivo na rotina?
Prenda-me e mate-me, suplico.
Existe sim, sempre existiu.
Ditam as regras, mas só obedeço as que quero.
Barba rala cabelo comprido e terno amarrotado
Ler
Discutir os motivos e perguntar o porquê
Dar ordens emotivas
Dos ricos dentro da compra desvarrida.
Finjo o que vejo e odeio vista de juízes
O sabor fingido para não desagradar
Aos pagadores da minha pseudo-mordomia
Mole cama na selvageria de pontiagudas
E boçais regras disciplinantes de primitivos
Pela mordaça da conveniência
Orgulho tal qual mar sem espuma
Titãs na alegoria da leveza social.
Preso ao que não sou de meu dono
Obedeço ao que quero e aos que ditam as regras
Coração com regimento interno
Ser livre é ser criminoso educacional
Difícil dizer e constatar a verdade
Obscuridade de brisa escura no veraneio
Balões atmosféricos presos à soberba
Aprisionados aos mesquinhos – Sol ou chuvisco?
Mentiroso aqui definha sua própria mediocridade
Vendo-me a quem não me compra
Empresto-me a que não presta e nunca prestou
Contudo, regras ditosas de atos e conflitos.
Lagartas voam, anjos sangram, poetas escravos
Poesia e escravidão - má combinação imperdoável...
Como declaradas vontades de beijos
Beijos cotidianos de quem jamais amou...
Mas os lábios colados às faces ruinosas,
Simples e descompromissadas
Deram sílabas estereotipadas a Jesus,
Deram-me livre pensamento sobrando
O que me falta é o restante
E o que resta é o bastante.
O risco da fragrância solta e inocente
De ser si
Si mesmo se não for assim
Ninguém se vale
Em confronto com a verdade escolhida.
Ao se negar
Nega-se a vida.
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segunda-feira, 11 de maio de 2009
~ Pequenina poesia ~
Não sou interessante
Nem me interessa ser
Além de uma gota no oceano
No fundo de um balde d’água
Sem pra onde se escorrer.
Quisera estar no vento ou na lágrima
Com rumo pelo rosto entristecido
A deslizar despretensiosamente até a boca
Por sob a língua me aquecer e aquecida
Ser um filete de doçura umedecida
A vasculhar as cicatrizes de um bruto
Que no pranto vê
Sua fraqueza exposta
Não sabendo que de todas as tragédias a maior
O ser não ter aprendido a chorar
Nem me interessa ser
Além de uma gota no oceano
No fundo de um balde d’água
Sem pra onde se escorrer.
Quisera estar no vento ou na lágrima
Com rumo pelo rosto entristecido
A deslizar despretensiosamente até a boca
Por sob a língua me aquecer e aquecida
Ser um filete de doçura umedecida
A vasculhar as cicatrizes de um bruto
Que no pranto vê
Sua fraqueza exposta
Não sabendo que de todas as tragédias a maior
O ser não ter aprendido a chorar
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
~ Olhar opressor ~
Eu me assusto com o seu olhar fixo
E assustado, levemente a cabeça abaixo
Desvio das balas de aço e do olhar falso
Mas não é medo e nem vergonha, e sim,
Um mistério interno que me desmorona.
Eu queria ser visto e deixado de lado,
Embora não gostaria que me vissem como fracassado.
A dor de um vencido retirando suas luvas...
Não me olhe assim como quem me julga
Não tente me mostrar o que não pude ver
Só não tente explicar sem antes entender...
E na fronteira do fim desse dia...
O espaço que me cabe é tão apertado
O sufoco de quem mente pra si mesmo
Mais do que deveria...
E a vergonha de ser visto de alma nua
Sem máscara, lençol, coberta, eu despido
Frente ao seu olhar fixo que me asfixia...
Estava defronte a um grande espelho
E apenas não me reconheci.... ainda!?
E assustado, levemente a cabeça abaixo
Desvio das balas de aço e do olhar falso
Mas não é medo e nem vergonha, e sim,
Um mistério interno que me desmorona.
Eu queria ser visto e deixado de lado,
Embora não gostaria que me vissem como fracassado.
A dor de um vencido retirando suas luvas...
Não me olhe assim como quem me julga
Não tente me mostrar o que não pude ver
Só não tente explicar sem antes entender...
E na fronteira do fim desse dia...
O espaço que me cabe é tão apertado
O sufoco de quem mente pra si mesmo
Mais do que deveria...
E a vergonha de ser visto de alma nua
Sem máscara, lençol, coberta, eu despido
Frente ao seu olhar fixo que me asfixia...
Estava defronte a um grande espelho
E apenas não me reconheci.... ainda!?
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quinta-feira, 7 de maio de 2009
~ Felixidade ~
“... Por eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...Fernando Pessoa”
A complexidade humana bate à porta
Com vigor e tanta força e logo quando
Você se encontra nesse labirinto
De dores e prazeres, jornadas e desencantos:
O paradoxo das escolhas lhe aperta
E o esforço é o mesmo feito por quem
Se livra de uma corda preso à forca...
Desnecessária e já sabendo o fim do corpo
Embora resta ar, resta esperança, muda e quieta.
Não há como gritar mais alto que as ondas do silêncio...
Eis vindo dos céus sete anjos sem asas
Devoram as nuvens, as cores e memórias
Galope a galope desembainham espadas de luz
Fixam nos meus olhos como quem me culpa.
Pelos raios e trovões – um medo avassalador
Um clarão de sete espadas me degolam
E um dos sete anjos carregam minha cabeça
Como quem lévum presente aos sabores do rei
“Eis aqui Senhor, mais uma mente covarde e envaidecida”.
Só um elemento do universo,
elemento humano
Um ser omisso à morte de seus conterrâneos
E foge quando vê que o barco afunda...
Doa vidas pra agradar qualquer soberano
Deus, acabe ou acode esta raça tão estranha
E sedenta de prazeres e tantos lhe cultuam
Eles aprendem,
dançam e
sorriem
de si, de mim e...
Porém despreparados para assumirem o comando
“ Então dou-lhe um mundo novo, menos complexo,
Dou-lhes um feliz trilhar, uma felixidade nova”
“Todo ser humano voltará para terra – todos serão minhocas aladas.”
E não do tamanho da minha altura...Fernando Pessoa”
A complexidade humana bate à porta
Com vigor e tanta força e logo quando
Você se encontra nesse labirinto
De dores e prazeres, jornadas e desencantos:
O paradoxo das escolhas lhe aperta
E o esforço é o mesmo feito por quem
Se livra de uma corda preso à forca...
Desnecessária e já sabendo o fim do corpo
Embora resta ar, resta esperança, muda e quieta.
Não há como gritar mais alto que as ondas do silêncio...
Eis vindo dos céus sete anjos sem asas
Devoram as nuvens, as cores e memórias
Galope a galope desembainham espadas de luz
Fixam nos meus olhos como quem me culpa.
Pelos raios e trovões – um medo avassalador
Um clarão de sete espadas me degolam
E um dos sete anjos carregam minha cabeça
Como quem lévum presente aos sabores do rei
“Eis aqui Senhor, mais uma mente covarde e envaidecida”.
Só um elemento do universo,
elemento humano
Um ser omisso à morte de seus conterrâneos
E foge quando vê que o barco afunda...
Doa vidas pra agradar qualquer soberano
Deus, acabe ou acode esta raça tão estranha
E sedenta de prazeres e tantos lhe cultuam
Eles aprendem,
dançam e
sorriem
de si, de mim e...
Porém despreparados para assumirem o comando
“ Então dou-lhe um mundo novo, menos complexo,
Dou-lhes um feliz trilhar, uma felixidade nova”
“Todo ser humano voltará para terra – todos serão minhocas aladas.”
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~ Cismado ~
Um tanto assim de mim vai à frente abrindo espaço
Outro tamanho assim
é parte submersa num maremoto de poemas
Encolhido feito vírgula nas entrelinhas de versos tímidos...
Um tanto assim de mim se revolta com facilidade
Outro tanto assim
É cabisbaixo, concede ao acaso suas dores
E pouco desagrada, sempre insignificante.
Um tanto assim de mim é triste quase sempre
Outro tanto assim
Chora com a mesma facilidade com que sorri
É o gosto sedutor no avantesma da lágrima.
Um tanto assim de mim é intrépido e insolente
Outro tamanho assim
É parte da pessoa passiva, subversiva nesse livro
Da pessoa repartida entre a liberdade e a rima.
Outro tamanho assim
é parte submersa num maremoto de poemas
Encolhido feito vírgula nas entrelinhas de versos tímidos...
Um tanto assim de mim se revolta com facilidade
Outro tanto assim
É cabisbaixo, concede ao acaso suas dores
E pouco desagrada, sempre insignificante.
Um tanto assim de mim é triste quase sempre
Outro tanto assim
Chora com a mesma facilidade com que sorri
É o gosto sedutor no avantesma da lágrima.
Um tanto assim de mim é intrépido e insolente
Outro tamanho assim
É parte da pessoa passiva, subversiva nesse livro
Da pessoa repartida entre a liberdade e a rima.
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~ Piorôquê ~
Quero ser criticado
É sinal de que para alguém existo
Porém,
a ninguém desejo a indiferença
Pois,
esta sim
Pode anular a existência de alguém
Critiquem-me
!Existir-me
, recompensa.
É sinal de que para alguém existo
Porém,
a ninguém desejo a indiferença
Pois,
esta sim
Pode anular a existência de alguém
Critiquem-me
!Existir-me
, recompensa.
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quarta-feira, 6 de maio de 2009
~ Pioneiro ~
Quero adentrar-me
Investigar-me
Decifrar-me
Toda dor subterrânea
Velejar a esmo, sem propósito
Sobre minha sanguinolência
Encontrar-me
Na imagem da alma pura
Ver quem espanta, quem sorri
Traduzir-me
Descobrir-me
Procurar o cemitério dos meus sonhos
Com fins de cura – abrir-me.
Esquivando-me de mim
Além de banhar dentro de mim
Quero, assim,
Reaver-me.
Dar cor às minhas sentimentalidades
Reconciliar-me
Ressuscitar-me
Pois, então, desmarcar
O velório já marcado
Antecipado à minha morte.
Quero-me
Apanhar-me desprevenido
No choro seco
À beira da miserabilidade passional
Reencontrar-me
De largos braços abertos
E perdoar-me
Cavar um abismo intransponível
Despejar nele toda culpa
Assassiná-la
Infantilizar-me
Deleite na maturidade do agora
Fazer cirandas e dúvidas novas
Conciliar-me
Fundir-me
O que sou
E a pessoa que deveria ser.
Apenas
Conhecer-me um pouco mais.
Antes de me perder
Nas condolências da memória
Em que me veja,
Reconhecer-me, sofra menos.
Quero, no deserto da eternidade,
Reencontrar-me
E não passar por mim como estranho
Antes que seja tarde.
Sempre estar lá
E se for
Confiar-me à mim.
Mesmo se indevido,
Incondicionalmente.
Investigar-me
Decifrar-me
Toda dor subterrânea
Velejar a esmo, sem propósito
Sobre minha sanguinolência
Encontrar-me
Na imagem da alma pura
Ver quem espanta, quem sorri
Traduzir-me
Descobrir-me
Procurar o cemitério dos meus sonhos
Com fins de cura – abrir-me.
Esquivando-me de mim
Além de banhar dentro de mim
Quero, assim,
Reaver-me.
Dar cor às minhas sentimentalidades
Reconciliar-me
Ressuscitar-me
Pois, então, desmarcar
O velório já marcado
Antecipado à minha morte.
Quero-me
Apanhar-me desprevenido
No choro seco
À beira da miserabilidade passional
Reencontrar-me
De largos braços abertos
E perdoar-me
Cavar um abismo intransponível
Despejar nele toda culpa
Assassiná-la
Infantilizar-me
Deleite na maturidade do agora
Fazer cirandas e dúvidas novas
Conciliar-me
Fundir-me
O que sou
E a pessoa que deveria ser.
Apenas
Conhecer-me um pouco mais.
Antes de me perder
Nas condolências da memória
Em que me veja,
Reconhecer-me, sofra menos.
Quero, no deserto da eternidade,
Reencontrar-me
E não passar por mim como estranho
Antes que seja tarde.
Sempre estar lá
E se for
Confiar-me à mim.
Mesmo se indevido,
Incondicionalmente.
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