Eu me assusto com o seu olhar fixo
E assustado, levemente a cabeça abaixo
Desvio das balas de aço e do olhar falso
Mas não é medo e nem vergonha, e sim,
Um mistério interno que me desmorona.
Eu queria ser visto e deixado de lado,
Embora não gostaria que me vissem como fracassado.
A dor de um vencido retirando suas luvas...
Não me olhe assim como quem me julga
Não tente me mostrar o que não pude ver
Só não tente explicar sem antes entender...
E na fronteira do fim desse dia...
O espaço que me cabe é tão apertado
O sufoco de quem mente pra si mesmo
Mais do que deveria...
E a vergonha de ser visto de alma nua
Sem máscara, lençol, coberta, eu despido
Frente ao seu olhar fixo que me asfixia...
Estava defronte a um grande espelho
E apenas não me reconheci.... ainda!?
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