quinta-feira, 7 de maio de 2009

~ Felixidade ~

“... Por eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...Fernando Pessoa”



A complexidade humana bate à porta
Com vigor e tanta força e logo quando
Você se encontra nesse labirinto
De dores e prazeres, jornadas e desencantos:
O paradoxo das escolhas lhe aperta
E o esforço é o mesmo feito por quem

Se livra de uma corda preso à forca...

Desnecessária e já sabendo o fim do corpo
Embora resta ar, resta esperança, muda e quieta.

Não há como gritar mais alto que as ondas do silêncio...


Eis vindo dos céus sete anjos sem asas
Devoram as nuvens, as cores e memórias
Galope a galope desembainham espadas de luz
Fixam nos meus olhos como quem me culpa.

Pelos raios e trovões – um medo avassalador
Um clarão de sete espadas me degolam
E um dos sete anjos carregam minha cabeça
Como quem lévum presente aos sabores do rei
“Eis aqui Senhor, mais uma mente covarde e envaidecida”.

Só um elemento do universo,
elemento humano
Um ser omisso à morte de seus conterrâneos
E foge quando vê que o barco afunda...
Doa vidas pra agradar qualquer soberano
Deus, acabe ou acode esta raça tão estranha

E sedenta de prazeres e tantos lhe cultuam
Eles aprendem,
dançam e
sorriem
de si, de mim e...


Porém despreparados para assumirem o comando

“ Então dou-lhe um mundo novo, menos complexo,
Dou-lhes um feliz trilhar, uma felixidade nova”

“Todo ser humano voltará para terra – todos serão minhocas aladas.”

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