“... Por eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...Fernando Pessoa”
A complexidade humana bate à porta
Com vigor e tanta força e logo quando
Você se encontra nesse labirinto
De dores e prazeres, jornadas e desencantos:
O paradoxo das escolhas lhe aperta
E o esforço é o mesmo feito por quem
Se livra de uma corda preso à forca...
Desnecessária e já sabendo o fim do corpo
Embora resta ar, resta esperança, muda e quieta.
Não há como gritar mais alto que as ondas do silêncio...
Eis vindo dos céus sete anjos sem asas
Devoram as nuvens, as cores e memórias
Galope a galope desembainham espadas de luz
Fixam nos meus olhos como quem me culpa.
Pelos raios e trovões – um medo avassalador
Um clarão de sete espadas me degolam
E um dos sete anjos carregam minha cabeça
Como quem lévum presente aos sabores do rei
“Eis aqui Senhor, mais uma mente covarde e envaidecida”.
Só um elemento do universo,
elemento humano
Um ser omisso à morte de seus conterrâneos
E foge quando vê que o barco afunda...
Doa vidas pra agradar qualquer soberano
Deus, acabe ou acode esta raça tão estranha
E sedenta de prazeres e tantos lhe cultuam
Eles aprendem,
dançam e
sorriem
de si, de mim e...
Porém despreparados para assumirem o comando
“ Então dou-lhe um mundo novo, menos complexo,
Dou-lhes um feliz trilhar, uma felixidade nova”
“Todo ser humano voltará para terra – todos serão minhocas aladas.”
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário